quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Nothing more than feelings
Tem momentos em que penso que é melhor calar a boca e deixar passar. Mas com o advento da internet, facebook, orkut, fofoca, curiosidade e voyerismo, acho que se você se permite ser visto não deve nem pensar em reclamar da "invasão de privacidade" alheia. Quem não quer ser visto não se faz aparecer. Eu quero ser vista, quero ser acompanhada, quero poder compartilhar meus momentos principalmente com os queridos distantes ou até mesmo com os inimigos próximos. Não quero reclusão, não quero me esconder ou maquiar a realidade em que vivo. Quero que você e qualquer outra pessoa que se digne a ler o que estou escrevendo, tenha pelo menos o prazer ou desprazer de tirar alguma conclusão disso. Depois de uma noite insone devido ao fato de não ter comido nada depois do almoço de ontem, ter corrido, ficado com preguiça de comer e ter ido dormir, fiquei pensando sobre tudo o que tem acontecido na minha vida. No pesar da idade (dentro da minha cabeça), que me impõe a responsabilidade de querer chegar a algum lugar, de ser alguém, de tentar chegar perto do sucesso onde quer e o que quer que ele seja, não é um momento em que posso dizer de boca cheia que tudo vai às pampas, não vai. Mas é um momento em que posso dizer que daqui saio maior, melhor e mais forte. Tenho pena (e tenho mesmo) daquele que se esconde atrás da decisão alheia para não correr o risco de sofrer, de perder, de se ferrar. Já estive lá, e sei como é triste se ver parado, estagnado, com a vida gerenciada por todos menos você. Mesmo num momento difícil, ruim, infeliz, de muitas dúvidas e poucas respostas, de muitas decepções e poucas glórias, me alegro de estar viva. Isso mesmo, o clichê do clichê. Ouvi de um amigo hoje e fiquei pensando: QUE SE FODA. Livro-me agora do que me suga as energias e vou atrás, não do que vai me fazer feliz, mas do que me faz sentir. Sentir.
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We are back mama!
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